O que são acordes?

Acordes são 3 ou mais notas tocadas ao mesmo tempo. Os acordes mais simples são formados por apenas 3 notas (tríades).

  • O acorde “Maior” é formado pelas notas dos graus 1, 3 e 5. Assim, o acorde de C maior (C) é formado pelas notas C, E e G.
  • O acorde “Menor” é semelhante ao Maior, porém a nota do grau 3 é reduzida em meio tom. Assim, o acorde de C menor (Cm) é: C, Eb e G.
  • O acorde “Diminuto” é semelhante ao Menor, porém a nota do grau 5 também é reduzida em meio tom. Assim, o acorde C Diminuto (Cdim) é: C, Eb e Gb.
  • O acorde “Aumentado” é semelhante ao Maior, porém a nota do grau 5 é aumentada em meio tom. Assim, o acorde C Aumentado (C+) é: C, E e G#.
  • O acorde com 7ª (também chamado “Dominante”) é feito adicionando-se a nota do grau 7b ao acorde original. Assim o C com 7ª (C7) é: C, E, G e Bb. Este tipo de acorde é o mais encontrado no Blues, Rock, Country e Pop.

 

Acordes mais usados:

Os acordes mais utilizados em uma canção são os do grau 1, 4 e 5. Ou seja, se o tom da música é C, os acordes mais utilizados serão C (CEG), F (FAC) e G (GBD). Freqüentemente os acordes são utilizados com acréscimo da 7ª. Ex: C (CEGBb).

C (Dó Maior)

Considere uma gaita em C. Soprando nos orifícios 1 2 3 ou 4 5 6 ou 7 8 9 você tem as notas C E G, que formam o acorde de C maior. Na 1ª posição o acorde de C maior é a tônica ou fundamental ou acorde I da escala de C. Em 2ª posição o acorde de C maior é a sub-dominante ou acorde IV da escala de G, o qual é parte da progressão de Blues I, IV, V.

G (Sol Maior)

Nos orifícios 2 3 4 aspirados você tem as notas D, G e B, que formam o acorde de G maior. Na 1ª posição o acorde de G é a dominante ou acorde V da escala de C. Na 2ª posição o G é o acorde fundamental ou acorde I.

G7 (Sol com Sétima)

Aspirando nos orifícios 2 3 4 5 temos as notas G, B, D e F, que é o acorde G7. A 7ª nota adiciona um colorido especial ao acorde maior e é usado muito freqüentemente no blues, rock e country.

Dm (Ré Menor)

Aspirando nos orifícios 4 5 6 ou 8 9 10 produzimos as notas D, F e A, que formam o acorde de Dm. As quatro notas aspiradas entre os orifícios 3-6 ou 7-10 são B, D, F e A, que é um acorde de Bm7b5. Note que este acorde é o mesmo Dm com a 6ª adicionada (chamado Dm6), mas em uma inversão diferente – ao invés da 6ª (B) ser a nota mais alta do acorde, ela é a mais baixa.

Acorde Parciais

A diatônica pode tocar apenas estes poucos acordes. Muitas vezes, gaitistas tocam “acordes parciais” consistindo de apenas 2 notas, uma vez que o acorde inteiro não está disponível. Por exemplo, o acorde Em cujas notas são E G B não existe em uma gaita em C. Mas soprano nos orifícios 2&3, 5&6 ou 8&9 temos as notas E&G, as duas primeiras do acorde de Em. Similarmente o acorde de F é F A C, e não existe na gaita – mas as notas F&A estão nos orifícios 5&6 e 9&10.
Uma observação: o 3º grau da escala (a nota do meio na tríade) controle se o acorde soa como Maior ou Menor, e determina o tom. Algumas vezes a 3ª é deixada de fora do acorde, o que resulta em um efeito meio estranho, pois a nota que determina se o acorde é maior ou menor não é ouvida. Porém, quando há outros instrumentos tocando junto, como uma guitarra, baixo ou teclado, eles determinam a impressão geral do som e pode-se tocar os acordes incompletos.

Acordes Quebrados

Uma outra técnica pode ser usada para simular acordes que não existem na gaita é toca-los em partes. Usando o exemplo do Em, você pode soprar no 5&6 que são E&G, e depois aspirar no 7 que é a nota B. Muitas outras combinações são possíveis. Curiosidade: esta técnica é muito usada no Violino, que não produz mais de 2 notas simultâneas. Finalmente, um acorde quebrado pode ser tocado uma nota por vez, o que chamamos de arpejo.

acordes gaitistarb  

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